terça-feira , 11 dezembro 2018
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Histórico

HISTÓRICO

MUNICÍPIO DE BATALHA, ESTADO DO PIAUÍ, BRASIL

O município de Batalha está situado ao Norte do Piauí, na Região dos Cocais. Situada a 154 Km da capital Teresina. Teve sua origem histórica marcada pelas lutas entre portugueses colonizadores e índios habitantes da região desde meados do século XVIII. Em 1853 foi elevada a Freguesia de São Gonçalo de Batalha; Vila de São Gonçalo, em 1855; Vila de Campos Sales, em 1899; Vila de Batalha, em 1910, e em 1938, finalmente, elevada a município com o nome definitivo de Batalha.
Com área de 1.553,84 Km², limita-se ao Norte com São José do Divino e Esperantina, ao Sul com Piripiri e Barras, a Leste com Brasileira, São José do Divino, Piracuruca e Piripiri, e a Oeste com Barras e Esperantina. Sua população, de acordo com o censo de 2000, está em torno de 25.000 habitantes. Trata-se de município com forte vocação pecuária e cultivo de culturas tradicionais como arroz, mandioca, feijão e milho. No período áureo da cera de carnaúba foi um dos grandes exportadores piauienses. Na pecuária, destacamos a grande vocação para a ovinocaprinocultura. O seu clima é quente durante todo o ano, principalmente entre os meses de setembro a dezembro. O período invernoso, de dezembro a maio, é bastante intenso e os meses de maio a agosto de temperatura mais agradável. Mantém o tradicional espírito hospitaleiro do povo nordestino e suas raízes culturais passam pela religiosidade, artesanato, datas cívicas e populares. Mas a forte tradição musical em música de fanfarra fez de Batalha pólo cultural da região nos idos de 20 a 60, quando chegou a ter duas orquestras, coral e grupos de danças típicas.

Fonte: www.paginadebatalha.com.br

CALENDÁRIO CULTURAL:

. Junho          – Festejo Junino (São João)
 . Julho          – Baile da Saudade
 . Agosto        – Festejo de N. S. de Lourdes (co-padroeira)
 . Setembro – Festa do Bode
. Dezembro – Data do Município (emancipação)
                            – Festejo de São Gonçalo (padroeiro)

PRINCIPAIS VULTOS HISTÓRICOS: 

   FabianoManoel da Costa Lima – Expressão maior de nossa cultura musical.
   Compositor e instrumentista de raro valor. Autor da música do Hino a São Gonçalo.
   Sua valsa Momentos Felizes, de 1915, já foi gravada Brasil afora.
   O dobrado homenageando o general Torres de Melo destaca os clarinetes na instrumentação para banda de fanfarra.
   A valsa Francisca de Lourdes é de uma beleza melódica de impressionar.
   O Samba da Tetê, homenagem à sua filha Teresinha, é bem animado.
   Falar do Mestre Fabiano, como era conhecido, e de suas belas músicas é algo que envaidece todo batalhense.

Ze_DilinoJosé Adelino Machado – Nasceu e viveu no século XX, até meados dos anos 60.
Músico e compositor da valsa Canarana. Única peça conhecida do mestre  Zé Dilino,
graças a um de seus discípulos, mestre Quinca, que guardava em memória as notas musicais dessa linda música.
Na década de 40, chamada época de ouro de nossa música popular, mantinha uma banda de música, assim com
seu contemporâneo e amigo, mestre Fabiano.

 
Pantim
Francisco das Chagas Fortes Machado – O deficiente visual conhecido pela alcunha de Pantim, talvez seja o compositor batalhense
de maior expressão lírica. Também músico e de ouvido absoluto. Pegava num instrumento e ia logo tocando, tamanha a sua
genialidade. Sua valsa Ana Deusa é toda um sentimento. De rara expressão artística. A valsa Sulamita é de uma tristeza capaz de
nos comover, principalmente so notas de um sax tenor. Também foi autor dos sambas Saudade do Cabo Véi e Sinto uma Dor no Peito.
Filho de Zé Dilino, assim como o pai, é um dos expoentes de nossa cultura musical.
 
Quinca
Joaquim Cícero da Costa – O mestre Quinca, como era conhecido, faleceu ano passado, dia 13 de julho, sem antes conhecer
o CD gravado em sua homenagem sob o título As 10 Mais Sapecas do Mestre. Com suas mais recentes composições, todas bem
animadas e com roupagem nos arranjos capaz de agradar todas as idades.
Mestre Quinca, além de compositor e instrumentista, foi o responsável pelo resgate das músicas de seu amigo Pantim, Zé Dilino,
seu primeiro professor musical e do próprio Fabiano. Por ter tocado com as “feras”, guardou na memória joias raras do nosso cancioneiro.
O autor da valsa Maria de Nazaré, em homenagem à esposa falecida,  e da valsa N. S. de Lourdes, co-padroeira de Batalha, deixou um legado de
composições que vão da valsa ao mambo, passando pelo samba, forró e lambada.

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